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ode à rotina

sobre o feio e o bonito. a minha rotina é ler.

 

Sinopse: 

St. Vladimir’s Academy isn’t just any boarding school—it’s a hidden place where vampires are educated in the ways of magic and half-human teens train to protect them. Rose Hathaway is a Dhampir, a bodyguard for her best friend Lissa, a Moroi Vampire Princess. They’ve been on the run, but now they’re being dragged back to St. Vladimir’s—the very place where they’re most in danger...
Rose and Lissa become enmeshed in forbidden romance, the Academy’s ruthless social scene, and unspeakable nighttime rituals. But they must be careful lest the Strigoi—the world’s fiercest and most dangerous vampires—make Lissa one of them forever.

 

Review: 
Tinha as expectativas muito altas, especialmente por conta das classificações abonatórias que tantos leitores atribuíram a Vampire Academy. No entanto, o livro não atingiu essas expectativas e, embora tenha entretido, não o considero nem de longe um dos preferidos.

 

Vamos começar pelas personagens:
Não tenho a certeza se gosto da Rose ou da Lissa. Na maior parte do livro eu senti que não ia querer saber, caso acontecesse algo a uma das duas. Foi mais fácil criar uma conexão com a Rose, à medida que a história progrediu, claro. Ainda assim, o que conheci (ou não conheci) dela não é o suficiente para torná-la numa personagem querida.
Esclarecendo: uma personagem querida não é uma personagem perfeita. O problema com a Rose foi a falta de interesse que ela despertou em mim, quase constantemente.
Quanto à Lissa, não fiquei a conhecê-la e, por tanto, não será uma personagem que vá manter na memória.
Os interesses amorosos não fugiram ao cliché, também eles muito uni-dimensionais.

 

A escrita não é nada por aí além, mas tem um estilo fresco. A narradora é uma voz fresca, mas não quer dizer que seja extraordinária. Sinto que a autora tentou torná-la em algo que não resultou.

 

A história é...mais ou menos?
Se as ideias tivessem sido melhor aproveitadas, corresponderiam ao potencial. Porque elas tinham potencial.

 

O principal problema do livro é o ritmo de uma lentidão excruciante. Até às últimas páginas não acontece nada e, quando finalmente acontece alguma coisa, há um pouquinho de info dump (que também se vai encontrando aqui e além, durante a progressão da história).

 

Um aspecto que eu gostei acerca da protagonista foi que ela não era a típica heroína virgem e "pura" - pensava eu. Gostava mais que ela não tivesse sido virgem, não sei qual é a relação entre nobreza e celibato.

 

Mas deixando de ser picuinhas, vou pegar nos pontos positivos que também os há:
Uau! É uma lufada de ar fresco ler um livro sobre a importância da amizade entre duas mulheres. Pontos extra à Richelle por não ter escrito sobre a ligação entre um guardião heróico e a sua Moroi indefesa.
Na verdade, o principal motivo que me fez querer ler o livro foi este. Uma mudança - uma boa mudança - naquilo que é a norma em livros do género. A ligação entre a Rose e a Lissa foi o que me fez continuar a virar as páginas, mesmo que elas não tenham chegado nem perto do meu coração.

 

Nem tudo é mau, a sério. Vampire Academy é um guilty pleasure, daqueles que lemos às risadinhas em certas partes, mas que não colocamos na prateleira dos clássicos. A interacção com os rapazes é interessante, em especial no que toca ao Christian - mas, ainda assim, trata-se de aparências exteriores apelativas e toda a gente sabe que isso é muito pouco para sustentar encantos.
A Rose foge ao estereótipo, mas seria mais badass se parasse de nos recordar constantemente que é isso que ela tenta ser. Podia ter tirado as minhas próprias conclusões pela observação dos actos dela, não é preciso a autora atirar-me constantemente aos olhos o que ela acha que a Rose é.

 

Lê-se rápido, constitui uma leitura leve e tem o seu toque de comicidade. Uma das relações com mais potencial que já li, sim. No entanto, uma plot demasiado esticada para cobrir o livro todo e não acho que valha a pena perder tempo com uma saga tão grande.
Não sei, talvez dê uma espreitadela ao segundo livro para ver o que mudou (muitas das vezes, o autor corrige os erros no segundo livro e isso é perfeitamente aceitável).

 

Já agora, capa interessante! Não sei se é suposto ser a Rose na capa porque erraram a cor do cabelo, mas...bonita capa, sim. E título, também.

 

Classificação:

2 out of 5 stars (segundo os critérios do Goodreads)

Podia dar três estrelas, mas em consideração a tantos outros livros que "gostei", este teve de ficar-se por "Ok". De qualquer forma, faz sentido porque foi um livro ok, mas nada de especial.

Para responder à Tag da Rita.

Os dez livros que mais me influenciaram (não obrigatoriamente por esta ordem):

 

- O Papalagui de Erich Scheurmann

- Crepúsculo de Stephenie Meyer

- Veronika Decide Morrer de Paulo Coelho

- Sensibilidade e Bom Senso de Jane Austen

- A Menina das Estrelas de Jerry Spinelli

- A Lua de Joana de Maria Teresa Maia Gonzalez

- Os Jogos da Fome de Suzanne Collins

- A Saga Harry Potter de J.K. Rowling

- O Diário Secreto de Laura Palmer de Jennifer Lynch

- The Diary of a Young Girl de Anne Frank

 

Sempre achei que os livros é que moldavam a minha personalidade e não devo estar muito errada.

1) Vox Populi (um livro para recomendar a toda a gente)
Sputnik, Meu Amor do Haruki Murakami, porque o senhor escreve extremamente bem e não é nada enrolado nas palavras. Estou honestamente em desespero para ler mais livros dele, infelizmente, nem o dinheiro nem o tempo esticam. 

 

2) Maldito plágio (um livro que gostávamos de ter escrito)
Ah, tantos! Vou dizer O Monte dos Vendavais da Emily Brontë, por ser o meu livro favorito. Deixou-me a arrepelar cabelos, a rebolar pela cama e a roer as unhas. Gostava de ser capaz de criar um enredo tão cativante quanto aquele e, principalmente, personagens que quase saem do papel (não saias, Heathcliff).

 

3) Não vale a pena abater árvores por causa disto
Para não estar sempre a descontar no Fallen da Lauren Kate, vou dizer o Fifty Shades of Grey da E.L. James. A literatura já viu dias menos cinzentos, já.

 

4) Não és tu, sou eu (um livro bom lido na altura errada)
Não sei bem, mas talvez Crónica de uma Morte Anunciada de Gabriel García Márquez, exactamente por ter sido muito bom e lido na altura errada. Eu tenho um problema com o sistema educacional, principalmente no que toca a literatura...se o tivesse lido fora das aulas e com mais tempo, tenho a certeza que assimilaria melhor alguns pormenores da história. É sempre bom ler os livros por iniciativa própria, antes de eles constituírem uma obrigação escolar.

 

5) Eu tentei... (um livro que tentámos ler mas não conseguimos)
Se calhar devia ter colocado o Fallen lá em cima, afinal, pois agora vou tornar a referir o Fifty Shades of Grey. Também me lembro de ter tentado ler Retrato a Sépia da Isabel Allende e não conseguir, só que isso foi há vários anos e um dia ainda lhe dou outra hipótese.


6) Hã? (um livro que lemos e não percebemos nada OU um livro que teve um final surpreendente)
The Unbecoming of Mara Dyer da Michelle Hodkin. Não é um livro aconselhável para quem gosta de ter as respostas todas e termina com um cliffhanger, tal como o segundo livro da trilogia, The Evolution of Mara Dyer. Note-se no entanto que sou apaixonada pela trilogia, como se pode perceber pelo visual do blog.

 

7) É tão bom, não foi? (um livro que devorámos)

Crepúsculo da Stephenie Meyer. Mais do que devorar, eu vivi noutro mundo por alguns dias.

 

8) Entre livros e tachos (uma personagem que gostaríamos que cozinhasse para nós)
Todas, porque eu gosto de comer. A esposa (cujo nome não recordo) do Don Corleone (O Padrinho de Mario Puzo)...quero experimentar comida italiana e depois da descrição da mesa farta, eu acho que quis entrar na máfia por uns tempos. Ou a Vianne Rocher de Chocolate, escrito pela Joanne Harris (sobremesas também contam, não é?).

 

9) Fast Forward (um livro que podia ter menos páginas que não se perdia nada)
O Crime do Padre Amaro de Eça de Queirós. Foi com este que começou a saga dos livros pousados a meio. Foi por causa da acção a ritmo de caracol que me cansei.

 

10) Às cegas (um livro que escolheríamos só por causa do título)
Se Perguntarem Por Mim Digam Que Voei da Alice Vieira. Eu sou muito parola, gosto de coisas assim.

 

11) O que conta é o interior (um livro bom com uma capa feia)
Imensos, mas ao contrário também. Não é que seja feia, mas a capa e o título de O Papalagui, escrito por Erich Scheurmann, manteve-me muitos anos afastada de um dos melhores livros que já li.

 

12) Rir é o melhor remédio (um livro que nos tenha feito rir)
Ou eu não rio com facilidade, ou só leio livros tristes. Falar a Verdade a Mentir do Almeida Garrett? Ou então Orgulho e Preconceito da Jane Austen, aquelas risadinhas da vergonha quando os homens da Austen aparecem.

 

13) Tragam-me os Kleenex, se faz favor (um livro que nos tenha feito chorar)

Tantos! Eu choro copiosamente pelo menos um momento em todos os livros. Exagero, mas quase. 

Para escolher só um, Os Jogos da Fome da Suzanne Collins. Eu lembro-me de acabar de ler o livro a meio da madrugada e tirar meia hora só para enterrar a cara nas mãos e chorar. Parecia que o mundo tinha todo acabado. 

 

14) Este livro tem um v de volta (um livro que não emprestaríamos a ninguém)
Não há nenhum que não emprestasse, porque também gosto que me emprestem a mim. No entanto, todos os meus livros têm um V de volta, senão eu vou a casa do indivíduo que pecou e mostro-lhe o V de vendetta. 

 

15) Espera aí que eu já te atendo (um livro ou autor que estamos constantemente a adiar)
Lolita de Vladimir Nabokov. Tecnicamente, eu já o tinha começado a ler, mas entretanto deixei-o à espera que caia qualquer coisa do céu, não sei.

 

Roubei daqui.

O meu nome é Aurora e eu gosto de livros. Também gosto de música, filmes, séries e afins...não estranhem se acabar por misturar as artes. É uma ode à rotina e a minha rotina compõe-se por vários rituais diferentes. O que for feio ou bonito acabará aqui.

 

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