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ode à rotina

sobre o feio e o bonito. a minha rotina é ler.

Retirada daqui.

Os livros que usei foram A Estrela Maldita de Anthony Horowitz, O Monte dos Vendavais de Emily Brontë, O Padrinho de Mario Puzo, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban de JK Rowling e Eclipse de Stephenie Meyer. Eu sucko e tenho poucos livros em casa, todos eles muito inapropriados para apocalipses.

 

 

1. A primeira pessoa a morrer.

Matthew Freeman. Damn it! Tinha imensa fé nele para me ajudar.

 

2. A primeira pessoa que traio para me salvar.

Mister King. No problem.

 

 

3. A primeira pessoa que transformo em zombie.

Ellen Dean. Socorro, I'm so sorry.

 

4. A pessoa que me trai para se salvar.

Cathy Linton. Estava à espera que fosse o Heathcliff.

 

 

5. O idiota da equipa.

Fanucci. Eu não sei quem é este indivíduo, mas acho que era uma personagem secundária.

 

6. O cérebro da equipa.

Don Corleone. So far so good.

 

 

7. O médico da equipa.

Remus Lupin. CHOCOLATE FAZ BEM A TUDO!!!!!

 

8. O especialista em armas da equipa.

Harry Potter. Hm...the boy who lived...vamos ver se faz justiça ao nome.

 

 

9. O lutador da equipa.

Maria. Uma vampira psicótica na equipa, just great.

 

10. O líder da equipa.

Jacob Black. Isto vai acabar mal.

 

Sinopse:

Mara Dyer once believed she could run from her past.
She can’t.

She used to think her problems were all in her head.
They aren’t.

She couldn’t imagine that after everything she’s been through, the boy she loves would still be keeping secrets.
She’s wrong.

 

Review:

Como é que começo isto? Primeiro, não devia começar porque é uma e tal da manhã e eu preciso de dormir. Mas não consigo.

Não vai ser uma review composta porque não tenho grande coisa a apontar e também não tenho cabeça ou tempo. Começo por dizer que dei o ranking completo a este, pois o slut shaming desapareceu (yey!) e isso foi o que me incomodou mais no volume anterior.

O que me pareceu mal neste? O mistério continuou a seguir grande parte da plot e, por mais que tenha sido esse factor a compelir-me a ler, acho que por vezes se tornou demasiado denso. O ritmo da história arrastou-se talvez desnecessariamente e sinto que devia ter havido mais respostas às perguntas do leitor. É por esse motivo que Mara Dyernão é uma trilogia recomendada ao leitor que não goste de sentir-se frustrado. 

A linha de seguimento da história podia ter sido mais rápida e mais limpa, definitivamente. No entanto, penso que de certa forma este livro foi melhor que o primeiro. Tenho pena de estar a afastar-se das ideias que eu tive inicialmente e a transformar-se noutro tipo de sobrenatural (?)...está a entrar por áreas muito surreais e isso não importaria muito se não implicasse ridicularizar um pouco o real. 

Vamos só dizer que me habituei à habilidade do Noah, mas não estava à espera do desfecho e ainda não estou certa se gostei. Quem sabe se essa não será uma marca comum das obras, uma simples "assinatura" da autora?

Para decidir se considero este o caminho certo ou não, vou precisar de ler o terceiro livro e de encontrar respostas nele. Muito honestamente, ou o terceiro livro é um pouco mais esclarecedor ou desisto da Michelle. Não me interpretem mal: estou a achá-la original, atrevida e uma vencedora, tendo em conta que começou agora a escrever, mas uma trilogia tão torcida tem de acabar um pouco mais claramente para nossa satisfação.

É, eu por esta altura já me acostumei mesmo ao Noah. Não chorei por ele e não estou particularmente apaixonada, mas é uma personagem interessante e acho que a dinâmica Mara/Noah (ou deverei dizer MADNESS?) é óptima. 

Quanto à Mara, também fico realizada por poder apegar-me mais a ela e, realmente, é a minha personagem favorita. Não é uma protagonista completa, mas as particularidades da plot tornam-na cativante.

As personagens secundárias souberam-me a muito pouco, muito cruas e pouco desenvolvidas. Foram criadas como plot devices, claramente, e a distinção entre elas é feita quase a preto e branco - personagens maléficas (e que devem morrer), personagens heróicas (que merecem, por isso, a salvação); considero, contudo, que isto se notou mais nas supostas antagonistas. O mundo é cinzento, quero diversidade e, da próxima, também quero personagens multi-dimensionais.

A cena da invasão do gabinete podia ter sido mais bem conseguida se eles se despachassem, parassem de arriscar e deixassem o convívio para mais tarde. Não sei, acho que as prioridades pareceram ligeiramente trocadas nessa cena em particular.

Não desiludiu! Teve sangue, loucura, mistério, romance, creepiness e o prólogo era interessante, bem como a última frase - fantástica, a minha citação favorita até agora.

Tem erros, mas perdoo-os devido à inexperiência da autora. Ainda assim, está muito bem conseguido e é sempre bom que se pisem riscos no início. Espero que a Michelle aprenda com as falhas e continue uma longa carreira, sempre a evoluir, porque acredito que as ideias dela podem vingar. 

É uma trilogia interessante e eu recomendo a toda a gente.

 

Classificação:

5 out of 5 stars

 

Sinopse:

Mara Dyer doesn’t think life can get any stranger than waking up in a hospital with no memory of how she got there.
It can.

She believes there must be more to the accident she can’t remember that killed her friends and left her mysteriously unharmed.
There is.

She doesn’t believe that after everything she’s been through, she can fall in love.
She’s wrong.

 

Review:

Resolvi que devo escrever uma review, ainda que pequena. Sou demasiado preguiçosa para organizar algo com pés e cabeça, se não for para o NetGalley, então cá vai:

Vou começar com as personagens. A minha favorita é a Mara, foi ela que me fez querer pegar no livro e foi ela que me fez continuar a lê-lo.

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A Mara Dyer (pseudónimo requerido pelo advogado, embora nós não fiquemos a saber o porquê) sobreviveu à derrocada de um asilo abandonado. O namorado, a cunhada e a melhor amiga não.
Três dias depois, ela acorda de um coma e está tudo virado de cabeça para baixo. Ao longo da história, nós somos confrontados com duas opções a) Mara é louca ou b) Mara está a ser assombrada.

Não há um grande desenvolvimento da personagem, para ser sincera. No entanto, a narração é feita na primeira pessoa e o livro tem um teor bastante misterioso, o que acho que pode ter contribuído para isso.

Anyway, acho bastante divertido lidar com este tipo de protagonista. Um narrador unreliable é o meu tipo favorito de narrador, fim. Gosto da Mara porque posso estar sempre a saltar da cabeça de uma adolescente sã para a cabeça de uma adolescente psicótica, nunca se sabe.

Ou então, gosto dela porque sim. Paciência, é a vida.

Depois, temos Noah Shaw, o interesse romântico. Teve momentos em que gostei dele, mas honestamente passava bem se não houvesse nenhum interesse romântico no Unbecoming

Aliás, wow, que personagem principal tão mais interessante que poderíamos ter se não existisse romance ou se o romance tivesse um papel menos proeminente na narrativa! Estou a ter tantas ideias, a Michelle devia ouvir-me.

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Noah é um mulherengo, arrogante, podre de rico e que tira notas máximas a tudo, embora a atenção às aulas seja nula. Ahah. 

Ele tem duas caras, isso é verdade. Há uma dualidade de carácter e não acho que esteja tão pouco desenvolvido quanto já ouvi dizer. O problema do Noah é que uma das caras é demasiado perfeita e ofusca qualquer traço de realismo que ele possa ter.

É uma personagem muito exagerada, muito idealizada. Há gente arrogante no mundo real, não é isso que me incomoda e a actividade sexual dele não me assusta, só não acho que fosse necessário dar-lhe tantos atributos ao mesmo tempo. De vez em quando, eu pergunto-me se a Mara não estará realmente louca e ele não fará parte do imaginário dela. Eu sei que não encaixaria exactamente na plot, mas era mais credível do que o órfão rico, mimado, arrogante, mas tímido e apaixonado, doce, génio aborrecido, etc...

Com isto, não quer dizer que não o suporte. Na verdade, adoro as cenas entre os dois e reconheço que eles têm química, mas a loucura das fãs passa-me um bocado ao lado.

O segredo dele fez-me torcer um bocadinho o nariz, primeiro porque a descrição me pareceu familiar e depois porque eu preferia que a autora não tivesse ido por ali.

Quanto às restantes personagens, eu gosto delas como gosto daquela minha colega de curso que vejo uma vez por semana, mas parece sempre muito simpática. Elas são minhas conhecidas, mas não chegam a ser minhas amigas ou inimigas. Não há desenvolvimento suficiente para conhecê-las e algumas são bastante...básicas?

Vamos à história, agora:

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Apesar das personagens terem as suas falhas e a escrita não ser nada por aí além, apesar das falhas e das escolhas mais óbvias, The Unbecoming of Mara Dyer tem uma das melhores estruturas que já li. E quando digo "melhor", refiro-me à que mais me entretém e não exactamente à mais brilhantemente executada.

O livro deu-me aquilo que eu queria. Eu queria ler sobre asilos em ruínas, espíritos e a questão da sobrenaturalidade ou falta de sanidade mental. A razão de ter ficado tão fã da estrutura foi exactamente a sua morbidez e eu acho realmente que é isso que concede originalidade à obra.

Claro que também houve partes que não apreciei, caso contrário isto seria um 5 e não um 4.

1. O Slut Shaming - Seriously, este livro está cheio de slut shame and, well, it's a shame. 

Repitam comigo: O valor de cada pessoa não está minimamente relacionado com a sua experiência sexual (ou falta de); 

O facto de uma rapariga nunca ter feito sexo (não vamos falar em virgindade, porque virgindade não passa de um conceito e eu não falo de coisas que não existem) não a torna automaticamente numa santa e o facto de uma rapariga gostar de fazer sexo não a torna uma vilã. Sexo é bom, é natural e toda a gente merece respeito, independentemente de praticá-lo ou não; 

Catalogar a lista de parceiros sexuais de alguém não é uma "boca bem mandada", é um acto de mesquinhez e demonstra falta de maturidade - sim, personagem X, estou a olhar para ti e nota que eu até ia com a tua cara.

1.1. Novamente, a ideia de "sou inexperiente, vou espalhar a palavra de Deus" e "sou experiente, vou fazer campanha pelo senhor do submundo" é errada e demonstra preguiça! A Anna é a rainha do cliché, óbvio, mas isso podia passar na revisão se o slut shaming não fosse um instrumento para fazer a personagem dela parecer mais vil. Não quero saber com quantos dormiu, se lhe apetece ser maléfica, eu vou odiá-la à conta das suas acções. E, hm, o Noah não a quis então ela virou a Cruella...não me convence.

1.2. Aparentemente, o colégio (todo ele muito cliché, também) tem tradição. Tudo bem, então bastava que fizessem desse um dos problemas sociais da história. Mas optar por perpetuar o bullying através das personagens principais...a sério? 

1.3. Noah, tu és homem e és oh, tão sexy, oh, tão maravilhoso, por isso, tu podes fazer o que quiseres e ninguém te vai odiar. Continuas a ser o herói. Ahahahahahahahahahahahahaha, não. Aliás, é este um dos motivos pelos quais não posso aprová-lo completamente.

2. Demasiados pontos soltos. Nem foi o fim a aborrecer-me, por acaso.

3. Tantos caminhos possíveis e no entanto o caminho que o final resolveu tomar não me agradou. A Mara é especial, já compreendemos...era engraçado se o Noah fosse feito para ela, mesmo que ele não fosse feito para ela.

Estou um bocado cansada da fórmula dos soulmates. Eu até sou lamechas e gosto de ler sobre aqueles romances que resistem à passagem do tempo, mas a verdade é que as pessoas não encaixam totalmente umas nas outras e não há problema nisso. O que torna uma relação fantástica é saber dar a volta aos obstáculos e eu dou um bocado mais valor a quem é compreensivo, mesmo que não entenda tudo o que se passa com a outra pessoa.

Acho que é tudo e mesmo assim isto já me fez reconsiderar alterar o quatro. Mas não.


Ideias-que-não-sei-onde-colocar e possível conclusão:

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Eu olho para a capa e eu quero chorar. É a capa mais bonita que já vi na vida. O título é compelativo. A tagline Who is Mara Dyer? é ouro. A fanart foi o que me convenceu a ler o livro, porque é absolutamente maravilhosa e a verdade é que esta trilogia dá para fazer muito, no que toca a esses campos. O mistério, a aura esquisita, a sinopse, a publicidade...não sei, sinto que fizeram um óptimo trabalho a promover Mara Dyer e que a ideia base é extremamente divertida.

A Michelle gosta de RL Stine! Yey!

The Unbecoming of Mara Dyer lê-se rápido e tem aquela particularidade fantástica de prender o leitor. Also, é possível experimentar-se breves sinais de loucura, quando involuntariamente afastado da obra.

Para finalizar, recomendo a quem gosta de cenários mais dark, de cliffhangers e de temas do género. Se não fosse pelos clichés e, principalmente, pelo slut shaming, era um cinco.



Eu disse que ia escrever uma review pequena e eu acreditava mesmo nisto, mas basicamente nunca faço o que digo. É a história da minha vida.

 

Classificação:

4 out of 5 stars

 

Sinopse:

Primeiro romance realista da língua portuguesa, O Crime do Padre Amaro revelou o maior romancista português e chocou a sociedade da época com sua denúncia da hipocrisia social e religiosa. Romance anticlerical dos mais ferozes, é ambientado em Leiria, onde o Padre Amaro Vieira, ingênuo e psicologicamente um fraco, vai assumir sua paróquia. [...] O romance, que critica violentamente a vida provinciana e o comportamento do clero, foi, durante décadas, leitura proibida em muitas escolas de Portugal e do Brasil. 


Frederico Barbosa e Sylmara Beletti

 

Review:

Não terminei sequer a leitura. Gostei bastante do estilo de Eça nos Maias e continuo a não fazer censura à qualidade da escrita do autor, mas a história em si não me cativou particularmente. Tenho imensa pena de ter de dar uma avaliação de apenas duas estrelas, mas perdi o interesse a meio do livro. As personagens principais não têm carisma de Carlos e Maria Eduarda nem por sombras e o ritmo é tão lento que dei por mim a obrigar-me a ler. A acção podia ser desenrolada com um pouco mais de velocidade e estar às voltas com o João Eduardo durante tanto tempo cansou-me. 
Desisto da leitura e não posso recomendá-la a quem gostar de ritmos mais rápidos, ainda que a crítica à sociedade beata e hipócrita seja apresentada de maneira excelente.

 

Classificação:

2 out of 5 stars

 

Sinopse:

(...) Três jovens universitárias partilham um pensionato de freiras na cidade de São Paulo, nos finais da década de 1960, quando a ditadura militar se impunha na sociedade brasileira. Lorena estuda Direito para seguir carreira; Lia desistiu do curso de Ciências Sociais para fazer a revolução; Ana Clara droga-se, frequenta um psicanalista e pretende juntar-se com um velho rico. Um universo ficcional onde Lygia Fagundes Telles cria realidades complexas, onde instaura um novo realismo e tece um painel satírico da época de 60. Privilegiado é o leitor: assiste à riqueza presente na diversidade de recursos narrativos que Lygia utiliza e deixa-se envolver pelo poder imagético que o enredo cria. Um livro complexo, inquietante, que traduz o domínio perfeito da técnica e expõe de uma forma profunda a essência da condição humana num exercício de escrita brilhante.

 

(Mini) Review:

Adorei, adorei, adorei. Três personagens diferentes, três estilos de escrita, acesso a três mentes diferentes. Gostei mesmo muito. 
Não tinha grande plot, é verdade e é um defeito. No entanto, a maneira de escrever da autora é cativante - frenética, corrida, um quotidiano que, de tão rico, fica quase palpável.
Acho que queria dizer mais qualquer coisa, mas esqueci-me. Pronto, leiam. Bendita seja a Presença.

 

 

Classificação:

4 out of 5 stars

 

Sinopse:

Twenty-two-year-old Sumire is in love with a woman seventeen years her senior. But whereas Miu is glamorous and successful, Sumire is an aspiring writer who dresses in an oversized second-hand coat and heavy boots like a character in a Kerouac novel.

Surprised that she might, after all, be a lesbian, Sumire spends hours on the phone talking to her best friend K about the big questions in life: what is sexual desire and should she ever tell Miu how she feels about her.

Frustrated in his own love for Sumire, K consoles himself by having an affair with the mother of one of his pupils. Then a desperate Miu calls from a small Greek island and asks for his help, and he discovers that something very strange has happened to Sumire.

 

Review:

Numa escrita magnífica - a melhor que tenho lido nos últimos tempos - um narrador quase desconectado até ao final traz-nos a história da apaixonada Sumire e da misteriosa Miu.
Uma narrativa esplendorosa, capaz de prender o leitor página a página e fazê-lo ansiar pelo final. Por falar em final, o desfecho é algo aproximado às criações de David Lynch (digo eu, que percebo pouco do assunto, mas que me senti irremediavelmente obrigada a fazer a comparação) e não deixa nada a desejar.
É um livro intrigante e profundamente ligado à qualidade do ser humano, bem como à definição da realidade, do destino e do rumo a que se prende a vida. As personagens são de natureza interessante e cativam desde a primeira página. O narrador que se distancia, aproxima-se mais nos últimos capítulos para deixar a descoberto a sua personagem, também ela cativante.
Recomendo, recomendo, recomendo! E espero voltar em breve com mais livros do autor.

 

 

Classificação:

5 out of 5 stars

As regras da tag são colocar as músicas em shuffle e depois relacioná-las com um livro. Vou fazer com a lista de likes no youtube, porque honestamente eu oiço tudo online e não estou bem a ver mais nenhuma playlist que possa usar.

 

1. Dead Man's Bones - Lose Your Soul

Catching Fire by Suzanne Collins. Não sei, mas esta música incita-me à revolta. 

 

I get up in the morning to the beat of the drums, I get up again.

 

2. Vanessa Hudgens vs YLA - $$$ex

Oh meu Deus, why? 

Vampire Academy by Richelle Mead. Algum eu tinha que colocar, não é? A Rose é capaz de adaptar-se um bocadinho à música. Além disso, tanto o livro como a música são muito...não sei, leves? Explicação rasca, mas não importa.

 

Everybody's lonely, waiting till the time is right.

 

3. Kanon Wakeshima - Still Doll

The Evolution of Mara Dyer by Michelle Hodkin. Na verdade, ponderei várias opções, mas acabou por ficar esta porque é um bocadinho creepy e combina com o livro. Além disso, a letra também se encaixa melhor neste que no primeiro.

 

4. Niel & Chunji - Yuki no Hana

Mas porquê? Que é que eu fiz de mal hoje?

Veronika Decides To Die de Paulo Coelho. É uma música que fala sobre aprender a amar, sobre amar sem medo, sobre misturar memórias com o presente e sobre substituir a tristeza com um sorriso. A Veronika aprendeu a amar, é apropriado.

 

5. 2NE1 - Ugly

Só está a sair kpop, não sei porquê.

O Albúm de Clara de Maria Teresa Maia Gonzalez. A Clara sofre um acidente que a deixa desfigurada e agora ela tem de tornar a sentir-se bem consigo própria e bonita.

 

Don't lie to my face telling me I'm pretty.

 

6. BTOB - Insane

Acho piada estar a sair-me esta música que eu nunca oiço, mas tudo bem.

Mizu no Yakata by Obana Miho. Não é que encaixe totalmente, mas já que ambos falam sobre amores possessivos ou que correram mal, escolhi este manga.

 

She gives me so much pain.

 

7. Chevelle - Red

Wuthering Heights by Emily Brontë. O Heathcliff tem problemas de raiva, está perfeito para a música.

 

The red, well it filters through.

 

8. Jeff Buckley - Hallelujah

And We Stay by Jenny Hubbard. O tom da canção, as referências à religião, ao sexo, à traição e ao amor quebrado, acho que faz tudo sentido no contexto deste livro.

 

Love is not a victory march, it's a cold and it's a broken Hallelujah.

 

9. The Fray - How to Save a Life

Love, Rosie by Cecelia Ahern. Houve ali uma altura em que os protagonistas precisam de explicações passo a passo sobre como salvar alguém/salvar uma relação.

 

I would have stayed up with you all night, had I known how to save a life.

 

10. Kesha - Supernatural

The Unbecoming of Mara Dyer by Michelle Hodkin. C'mon! Esta música só dava para madness.

 

Get a little bit reckless, I can't get enough.

 

11. Hollywood Undead - Paradise Lost

Eram para ser dez, mas não consegui dizer que não.

Mockingjay by Suzanne Collins. Neste livro, a Katniss já estava por tudo e acho que a raiva dela atinge um pico, aqui.

 

Let it all burn, I will burn first.

Roubado daqui, já que hoje vou fazer directa para comer e aproveitando o espírito de gordura em que anda o blog. Não sei o que aconteceu comigo nas últimas horas.

 

1. Chocolate Negro - Um livro que fale de um assunto mais pesado (ex: abuso psicológico ou violação).

The Pact de Jodi Picoult. Fala sobre suicídio/violação e embora tenha muitos erros, na altura em que li adorei e ainda gosto, mesmo assim.

 

2. Chocolate Branco - A tua leitura leve ou cómica favorita.

 

P.S. I Love You de Cecelia Ahern. Chorei a ler.

 

3. Chocolate de Leite - Um livro que é muito aclamado e que estás desejosa de ler.

Divergent de Veronica Roth, porque tem um conceito interessante e parece-me o tipo de livro que gostarei. Além disso, o fanart é muito interessante.


4. Chocolate com Recheio de Caramelo - Um livro que te fez sentir melosa.

Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco. Não sei se conta, mas quando acabo de ler quero bué ir para a janela chorar e gritar pelo Simão. 


5. Kit-Kat - Um livro que te surpreendeu.

Crónica de uma Morte Anunciada de Gabriel García Márquez, porque foi em contexto escolar e eu nunca espero muito do sistema.


6. Snickers - Um livro pela qual estás louca.

The Unbecoming of Mara Dyer de Michelle Hodkin. Eu respiro Mara Dyer.


7. Kinder Surpresa - Um livro que te surpreendeu recentemente.

Witch Finder da Ruth Warburton. Já o li há uns dois meses, penso eu, mas surpreendeu-me pois as críticas eram péssimas e eu acabei por gostar. Não é uma obra prima, mas não é mau de todo.


8. Lion - Um livro que te deu vontade de rosnar, de tão chateado(a) que ficaste.

The Evolution of Mara Dyer de Michelle Hodkin, porque a Michelle adora trollar-nos.


9. Chocolate Quente com Natas e Marshmallows - Que livros escolherias para um leitura recomfortante?

Não sou particularmente conhecedora nessa área. Os meus livros costumam ser todos muito inquietantes, enfim, if you're not angry you're not paying attention.

Malory Towers de Enid Blyton. Só li dois, infelizmente, mas para mim é recomfortante por causa das memórias e pelo valor sentimental.

 

10. Caixa de Chocolates - Qual a série que leste que sentes que pode ser lida por uma maior variedade de pessoas?

Twilight de Stephenie Meyer? Eu não li muitas séries, mas tendo em conta que esta tem uma linguagem fácil e é de leitura leve, talvez seja a escolha apropriada.

 

Roubei daqui.

 

1. Uma personagem que sabe ou gosta de cozinhar.

Eu sei que já respondi com o nome dela numa pergunta do género, mas é-me muito difícil pensar em personagens que saibam ou gostem de cozinhar, por isso, escolho a Vianne Rocher (Chocolat de Joanne Harris). Tecnicamente, ela faz doçarias, mas as doçarias dela têm propriedades especiais que ajudam os problemas de toda a gente. Eu acho que os chocolates da Vianne dar-me-iam muito jeito.

 

2. Uma personagem com dinheiro para financiar o jantar.

Don Corleone (The Godfather de Mario Puzo). Por favor, o homem é da máfia, tem dinheiro que chegue e ainda nos encontra um local resguardado para o jantar.

 

3. Uma personagem que poderá fazer uma cena.

Asami Matsumoto. Eu adoro a Yuri, apesar de saber que, provavelmente, ela é uma das personagens menos apreciadas de Nana (de Yazawa Ai). Yuri é o stage name dela, porque a Asami é uma porn star muito susceptível a cenas de ciúmes e tiradas inapropriadas, daí a minha escolha.

 

4. Uma personagem divertida ou que sabe entreter.

O João da Ega (Os Maias de Eça de Queirós)! O Ega está aqui no coração e eu tenho a certeza que ia derreter-me toda a ouvi-lo falar horas sem fim sobre política ou literatura (ou outras coisas, porque é o Ega e o Ega tem permissão para falar sobre o que quiser comigo).

 

5. Uma personagem muito social ou popular.

A Laura Palmer (The Secret Diary of Laura Palmer de Jennifer Lynch), claro. Ninguém imagina o tamanho do amor que tenho pela Laura e ela é uma personagem bastante social (para o bem e para o mal).

 

6. Um vilão.

Vou convidar o John Willoughby (Sense and Sensibility de Jane Austen). Eu adorava convidar o Kiriyama, mas tinha medo que ele assassinasse os convidados (idem aspas para a Mitsuko), o President Snow podia ter a ideia de nos fazer lutar até à morte pelos chocolates da Vianne e o Cambriel perdeu por questão de qualidade literária.

O Willoughby tem uma personalidade que cativa os outros, apesar de tudo, e consegue ser divertido. 

 

7. Um par - não necessariamente romântico.

Ah meu Deus, não consigo escolher! Estou indecisa entre Osaki Nana e Komatsu Nana (Nana de Yazawa Ai), Noah Shaw e Mara Dyer (Mara Dyer Series de Michelle Hodkin), Shuya Nanahara e Noriko Nakagawa (Battle Royale de Takami Koushun) ou Sumire e K (Sputnik Sweetheart de Haruki Murakami). As primeiras por serem a minha relação de amizade favorita; os segundos porque apesar de não gostar particularmente do Noah enquanto personagem individual, ele e a Mara fazem um par muito interessante; os terceiros, porque eles merecem um jantar; os últimos, pois acho que têm uma dinâmica interessante, adoro a Sumire e quero dar oportunidade ao K para estar com ela novamente.

 

8. Um herói ou heroína.

Elizabeth Bennet (Pride and Prejudice de Jane Austen), apesar de também ter tido indecisões. Quem não gostaria de jantar e conversar com a Lizzy?

 

9. Uma personagem que é sub-valorizada.

Colonel Brandon (Sense and Sensibility de Jane Austen). Ele não vai gostar nada do facto de eu ter convidado o Willoughby, mas eu vou estar a noite toda a conversar com ele e não vou ligar nenhuma ao outro que é para castigo.

Acho que é uma injustiça que a maior parte dos fãs se dedique apenas ao Darcy. 

 

10. Uma personagem à minha escolha.

Ai, preciso de ajuda. Já sabia que nesta pergunta ia escolher uma personagem da minha autoria, porque fuck it, mas agora não sei para onde virar-me.

Peço perdão aos outros todos, mas Nathaniel Rossi. É a pessoa certa para ter num jantar e já sei que vai estar o tempo todo a fazer perguntas engraçadas.

 

Cheira-me que isto vai dar mau resultado.

 

Sinopse:

"As Gregor Samsa awoke one morning from uneasy dreams he found himself transformed in his bed into a gigantic insect. He was laying on his hard, as it were armor-plated, back and when he lifted his head a little he could see his domelike brown belly divided into stiff arched segments on top of which the bed quilt could hardly keep in position and was about to slide off completely. His numerous legs, which were pitifully thin compared to the rest of his bulk, waved helplessly before his eyes." 

With this startling, bizarre, yet surprisingly funny first opening, Kafka begins his masterpiece, The Metamorphosis. 
It is the story of a young man who, transformed overnight into a giant beetle-like insect, becomes an object of disgrace to his family, an outsider in his own home, a quintessentially alienated man. A harrowing -- though absurdly comic -- meditation on human feelings of inadequacy, guilt, and isolation, The Metamorphosis has taken its place as one of the most widely read and influential works of twentieth-century fiction. 
As W.H. Auden wrote, "Kafka is important to us because his predicament is the predicament of modern man." 

 

Review:

Não interpretem mal a minha classificação. Este é um livro bom, mas tal como indicado, eu não gostei de lê-lo.

 

É muito pequenino e eu li-o todo ontem à noite. A linguagem é simples, mas não simplória e a obra está bem escrita. Como indica o título, é uma metamorfose que serve de metáfora para a situação degradante em que pequenas partes do mundo se encontram.

 

Não tenho muito a dizer. As personagens são interessantes, mas cruéis e a crueldade delas foi o que fez com que não tenha gostado do que li.
O problema, neste caso, sou exclusivamente eu. Na minha visão, é um livro sobre tortura e o comportamento dos familiares do protagonista, aliado ao sofrimento do próprio Gregor deu-me a volta ao estômago.

 

É uma obra deprimente e eu não senti o menor grau de satisfação ao terminá-la. Compreendam que me refugio nos livros para escapar ao mundo cá fora, portanto, não tenho intenção de manter-me num mundo como o de A Metamorfose.

 

Não é, de todo, a primeira vez que vejo um protagonista sofrer. Essa é a essência da literatura em geral: o autor dá-nos uma personagem e os obstáculos que ela tem de ultrapassar são o que nos faz criar uma conexão com ela. Nesta situação concreta, não houve recompensa para o percurso tortuoso de Gregor. Não existiu qualquer vitória da parte dele e a trama foi uma uma espiral de horror.

Foi a primeira vez que li Kafka e tenciono dar-lhe mais oportunidades, afinal de contas, é um óptimo escritor. Só não posso recomendar a quem não gostar de ficar com um sentimento de vazio no estômago, depois de virar páginas e páginas de tormento e não encontrar luz ao fundo ou a meio do túnel.

 

Classificação: 

1 out of 5 stars